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Domingo, Novembro 01, 2009

Bons espectáculos ao virar da esquina

- La Roux, Lux, 13 de Março de 2010;
- Air, Coliseu de Lisboa, 16 de Janeiro de 2010;
- Depeche Mode, Pavilhão Atlântico, 14 de Novembro de 2009;
- Franz Ferdinand, Campo Pequeno, 2 de Dezembro de 2009;
- Lisa Ekdahl, Aula Magna, 30 de Novembro de 2009;
- Marilyn Manson, Campo Pequeno, 1 de Dezembro de 2009;
- Massive Attack, Campo Pequeno, 21 e 22 de Novembro de 2009;
- Pedro Abrunhosa, Centro Cultural Olga Cadaval, 20 de Novembro de 2009;
- The Prodigy, Pavilhão Atlântico, 7 de Dezembro de 2009.

Há carteira que resista?

Domingo, Outubro 18, 2009

José Saramago em guerra com Deus no livro "Caim"

Enfim, José Saramago convence-me a comprar e a ler um livro seu. Até hoje nutri um sentimento de desprezo por alguém que renegou a traiu a sua pátria, mas as suas declarações completamente arrasadoras, na véspera do lançamento do último livro, levam-me a pensar duas vezes e a conceder-lhe uma segunda oportunidade:

"José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.

O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”."

in Público

Exercício olímpico no Rio de Janeiro

Foto: Henrique Esteves/Futura Press

O Brasil deu ontem um exemplo cabal do quanto se encontra a anos luz de poder garantir a segurança dos seus cidadãos e de terceiros durante o Mundial de 2014 e durante os Jogos Olímpicos de 2016.
Assistiu-se a um pequeno exercício olímpico de tiro ao alvo, sprint e ginástica rítmica por parte da Polícia Militar e de traficantes de droga no Rio de Janeiro, precisamente a cidade que será o palco central dos dois eventos desportivos.
Duvida-se que o Governo consiga suprir as graves lacunas que evidencia em matéria de segurança antes de 2014 ou 2016, pelo que se afigura pertinente a seguinte pergunta: não terá sido precipitada a atribuição destes eventos ao Brasil?

Sábado, Outubro 17, 2009

Japão'2009

Ir ao Japão era um sonho que já tinha há muitos anos. Sonho inalcançável noutros tempos, um impulso levou-me a avançar sob o mote "agora ou talvez nunca". Foi agora e sem possibilidade de voltar atrás. Ainda bem.
A primeira imagem do Japão é-nos dada através da janela do avião que nos mostra infinitos hectares de campos agrícolas antes da chegada ao aeroporto internacional de Narita. À chegada, as autoridades embora não sejam sorridentes e afáveis, não são antipáticas e tratam-nos com bastante respeito sem que o mesmo se confunda com subserviência. A emoção de ver um aeroporto muito bem conservado, repleto de outdoors com caracteres japoneses e apenas funcionários nipónicos, é indescritível e dá-nos a sensação de dever cumprido, finalmente cheguei ao Japão. No entanto, ainda há que chegar a Tóquio e para isso precisamos viajar de expresso, um comboio rápido que faz a ligação entre Narita e a capital, em 60 minutos, ou, Shinjuku (o célebre bairro de Tóquio do filme Lost in Translation), em 90.
Shinjuku, no centro da cidade, tem a estação de caminhos-de-ferro mais movimentada do mundo, utilizada por mais de 2 milhões de pessoas diariamente. À chegada a Shinjuku, onde fiquei hospedado, o ritmo é alucinante e já estava no fim da hora de ponta. Nunca vi tanta gente junta, a caminhar para sítios distintos, nem mesmo nos melhores dias do Estádio da Luz em que se perde a vista ao fim do maranhal de gente que caminha na zona do estádio.Tive que recorrer ao Metro para fazer duas estações até Shinjuku gyoemmae, a décima estação da linha Marunouchi. O metro de Tóquio tem mais de 220 estações e cada uma delas tem no mínimo 10 saídas. É perfeitamente possível circular apenas subterraneamente, sem sair para o exterior, dado que todas as linhas se encontram ligadas por túneis, não sendo com surpresas que nos deparamos com outdoors que indicam "Yarakucho line: 640 m", para que os utentes tenham conhecimento que distam 640m de outra linha de metro. O metro de Tóquio pode prefigurar-se como verdadeiro quebra-cabeças mas posso assegurar que no final do primeiro dia já me conseguia orientar bem, adaptei-me facilmente ao funcionamento da cidade e ao segundo dia já me sentia bastante confortável a circular pela cidade.
A infra-estrutura hoteleira em que fiquei, embora no centro da cidade, disponibilizava quartos a preços bastante acessíveis, uma realidade possível em vários hoteis de Tóquio, por incrível que pareça. Ainda assim, não posso deixar de destacar o excelente tratamento que tive por parte dos funcionários, já para não dizer que dispunha de uma cadeira de massagens, uma máquina de café e outra para aquecer água para o chá, caso quisesse, bem como inúmeros champôs e géis de banho. Não pedi nada disto, nem sequer utilizei, mas colocaram à minha disposição. Internet gratuita em todos os quartos, bem como dois computadores centrais de utilização igualmente gratuita de utilização livre. A limpeza nos quartos era feita conforme as saídas do cliente, pelo que algumas vezes cheguei a ter o quarto limpo duas vezes. Tudo isto justifica-se com o facto de os japoneses terem uma vontade forte em agradar quem os visita e em manter as instalações o mais higiénicas possível.
Por falar em higiéne e limpeza, diga-se que os japoneses são exímios na arte de manterem espaços públicos bem conservados. É proibido fumar nas ruas de Tóquio, excepto em espaços dedicados para o efeito, mas é permitido fumar em restaurantes. No entanto, não se vêem caixotes do lixo na rua e, pasmem-sem, nem um papel deitado no chão, uma beata de cigarro, um risco, uma parede partida ou rachada, um graffiti, um nome numa parede. Rigorosamente nada! Nem mesmo nas estações de comboio. É impressionante o sentido de sociedade e respeito dos japoneses no dia-a-dia. O respeito pelo próximo e a o sentido de sociedade são mesmo os dois princípios pelos quais se rege o Japão, motivo pelo qual nas dezenas de viagens de metro e comboio que fim nunca ouvi um toque de telemóvel (os japoneses mantêm-nos em silêncio para não incomodar os outros), as conversas em transportes públicos são sempre num tom de voz baixo e ninguém come enquanto viaja pois é considerado falta de educação.
No respeitante a pessoas, não é possível identificar um "estilo japonês". Há gente para todos os gostos, destacando no entanto as mulheres: são bonitas, extremamente femininas, com gosto nelas próprias, e, ao contrário da maioria das matarruanas portuguesas que preferem o excesso de conforto (sabrinas, chinelos, roupas largas, pijamas, penteados para desenrascar, etc), as nipónicas não dispensam um cabelo comprido, extremamente bem cuidado, uma saia e um salto alto. Quem trabalha em escritórios recorre sempre a roupas executivas que, sem qualquer dúvida, valorizam a imagem e aumentam a credibilidade, ao contrário do desleixe que se vê por estes lado. As japonesas gostam de exibir as pernas e nas alas mais radicais da moda, encontramos jovens e mulheres com calções rasgados, mini-saias mais curtas que cintos e até nos deparamos com aquelas que circulam em lingerie na rua com baby dolls e cintos de ligas, como pude ver com os meus próprios olhos. A atitude dos japoneses de respeito pelo próximo, associa-se à indiferença: cada um faz o que quer e anda como quer, pelo que, ao contrário de outros países, não vemos homens dobrarem o pescoço para ver as pernas das mulheres, assobiarem, mandarem piropos, ou algo do género. A atitude é mesmo de indiferença. Vemos ainda com frequência senhoras mais conservadoras que não dispensam a sua faceta feminina e até senhoras vestidas de gueixa. Nenhuma delas é olhada ou tratada com desdém.
O arrojamento nas roupas e na exibição dos atributos físicos contrasta com um interior tímido e introvertido. Só assim se explica que as mulheres japonesas olhem para os estrangeiros de alto a baixo (pelo menos falo por mim) e, sempre que se olha para elas, desviem o seu olhar automaticamente e baixem a cabeça. De cada vez que as abordei para perguntar onde fica um determinado lugar, ou outro tipo de informação, ficaram envergonhadas, desfizeram-se em riso e perguntaram, diversas vezes, de onde era e o que fazia.
Por hoje fico por aqui sobre as minhas impressões do Japão.

Um casamento a que tive oportunidade de assistir

Sábado, Outubro 10, 2009

Vem aí a reportagem: Japão'2009

Ginza, Tóquio

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Dia 1 de Outubro...

Alguém me quer acompanhar?

Sábado, Agosto 29, 2009

Para reflectir: "Errando no analógico"

"Outro dia, uma amiga pediu licença e tirou o celular da bolsa. Manuseando-o com abismal intimidade, ouviu recados, pagou uma conta no banco, acertou um trabalho em São Paulo, abriu uma foto do namorado, “baixou” uma canção de Sinatra e ligou para casa para dar instruções à criadagem. Tudo isso em minutos, e vindo de uma pessoa que, até anteontem, não sabia nem como clicar o botão de “play” da vitrola.

Diante do meu pasmo por sua atualização tecnológica, ela me disse que usa o celular como computador, internet, câmera, vídeo, cinema, TV, filmadora, MP3, iPod, FM, videogame e, por fim, telefone. E não entende como já foi capaz de viver sem aquele treco que faz tudo, exceto tirar-lhe as cutículas.

Como sou dos três ou quatro no Brasil que não usam celular, até hoje preciso de máquinas específicas, ancoradas em consoles, cômodas ou escrivaninhas, para desfrutar de tais serviços. Algumas dessas máquinas ainda são equipadas com, pode crer, válvulas.

Outro dia, abrindo uma página na internet sem saber para onde ia, deparei com uma frase na tela: “Ruy Castro está no twitter”. Embora estivesse sozinho em casa, olhei em volta para ver se havia mais alguém ali com o meu nome. Não, não estou no twitter. E, sem me gabar ou me envergonhar, também não tenho site, blog, MSN, Facebook, Orkut, MySpace, Last.fm, Ning, Vimeo, Flickr, Tumblr ou rraurl. Estou para a blogosfera como o presidente Lula está para a fenomenologia de Husserl.

Sei bem que, acorrentado ao mundo analógico, posso logo me tornar inviável. Mas pretendo evoluir – sem cometer o recente erro do senador Mercadante. Entusiasta do twitter, ele prometeu algo no mundo digital que não cumpriu no mundo analógico. E deu-se mal, porque, na vida real, o analógico ainda é irreversível."

in Diário da Manhã, por Ruy Castro

Domingo, Agosto 23, 2009

Uma grande verdade...

"Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão."

in "No Teu Deserto", de Miguel Sousa Tavares

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Há precisamente 16 anos...

... Ronaldo marcou o seu primeiro golo como profissional. Tinha 16 anos e a vítima foi... o Belenenses. Na altura tinha acabado de se transferir para o Cruzeiro de Belo Horizonte e fez um mini-estágio em Portugal. Estreou-se a jogar pelo Cruzeiro contra o Benfica, no Estádio da Luz, mas marcou o seu primeiro golo como profissional ao Belenenses, no Restelo.
Podia ser transferido para o Belenenses nesse mesmo ano, mas era muito novo e o clube do Restelo virou-se para outros nomes mais cotados no mercado. Em 1994, depois de ter sido campeão do Mundo pelo Brasil no Mundial dos EUA, o Benfica teve a oportunidade de o contratar, então com 17 anos, por 150.000.000$00 (750.000 euros). A direcção entendeu que era um investimento muito grande num miúdo que podia revelar-se um "flop". O PSV Eindhoven não entendeu assim e arriscou. Em 45 jogos, marcou 42 golos. Mais uma decisão infeliz de Manuel Damásio...
Seguiu-se a carreira no Barcelona, onde terá feito a sua melhor época de sempre (49 jogos/47 golos). No Inter conheceu a pior fase da carreira, mas ainda foi a tempo de voltar aos seus melhores dias no Real Madrid. Depois de uma passagem fugaz pelo Milan, encontra-se agora no Corinthians a espalhar a sua magia por onde passa.
Ronaldo fazia coisas incríveis com a bola e tive o privilégio de acompanhar toda a sua carreira. Era simplesmente impressionante aquilo que Ronaldo fazia em campo e a forma como sempre deu a volta por cima quando no meio da adversidade. Na minha opinião foi o avançado mais completo dos últimos 20 anos. Fica a tristeza de saber que ainda tem muito para dar em qualquer campeonato europeu e em praticamente qualquer equipa e joga num campeonato de segunda linha como o brasileiro.
Chamam-lhe o "Fenómeno" e não é por acaso. Ele foi mesmo o Fenómeno!

video

Sábado, Agosto 01, 2009

Há seis anos na blogosfera...

Parece que foi ontem, mas não. Já se passaram seis anos desde que iniciei a minha aventura na blogosfera com a criação do "As Coisas Tal Como São", precisamente este mesmo espaço.
Negligenciei bastante este blog a partir do momento em que me lancei noutros projectos de maior importância, como o Bar Velho Online que já teve quase 200.000 visitas desde a sua criação.
Exactamente hoje celebram-se os meus seis anos de carreira na blogosfera, onde creio que, apesar de não ter sido pioneiro, figuro entre as primeiras dezenas/centenas de portugueses a criar um blog.
Um dos factos que me recordo com mais sentimento é o facto de, quando me iniciei por estas andanças, e dada a escassez de blogs em português, um desses poucos que era recomendado era um tal de "Gato Fedorento", um blog que ainda hoje mantém o template original ultrabásico. Hoje toda a gente sabe quem são estes senhores, mas, se não estou em erro, quando me iniciei por estes blogs, os Gato Fedorento ainda eram apenas dois (RAP e MG), faziam breves sketches na Sic Radical e eram mais conhecidos pelo blog que tinham do que por fazerem comédia televisiva. Eu, por exemplo, confesso que só soube quem eram os Gato Fedorento algum tempo depois de os ler no blog.
São estas recordações que marcam o meu início de vida na blogosfera e me fazem prolongar a vida deste espaço que, garantidamente, não pode morrer.
Parabéns a mim e a este espaço, que somos um marco na história da blogosfera em Portugal!

Domingo, Julho 26, 2009

"Mesa Light" em Sesimbra

Foi no passado dia 23 de Julho que os Mesa actuaram no Teatro João Mota, em Sesimbra. O espaço tem capacidade para pouco público, o que me leva a interrogar sobre o verdadeiro lugar que os Mesa ocupam na música portuguesa: as músicas são francamente boas, a voz de Mónica Ferraz entra no ouvido e não difere da que se escuta nos discos, os arranjos e os instrumentos são de elevada qualidade, porém, continuam praticamente ausentes dos mais variados eventos relacionados com música, tendo nas participações discretas em discos de vários autores os seus melhores momentos.
Durante cerca de 1h15m brindaram o público com versões acústicas dos seus melhores êxitos, dos quais se destacam "Quando as palavras", "Vitamina", "Vício de Ti", "Para todo o mal", "Estrela Carente", "Tribunal da Relação" ou "Boca do Mundo". Tiveram uma actuação muito positiva, mas, voltando ao início do artigo, continua a intrigar-me o motivo porque são tão sub-avaliados. Toda a gente conhece os Mesa, e muita gente aprecia os Mesa. Poucos são os que realmente se rendem aos Mesa. Porquê?